Ao ter me instalado num condomínio, procurei implementar a triagem de materiais recicláveis. Identifiquei o local de depósito e nos corredores do condomínio espalhei cartazes tentando chamar a atenção para o quanto é importante a coleta seletiva.Após alguns dias de sucesso na coleta, com o material sendo entregue à nossa vizinha, Dona Maria, os lixos e os materiais recicláveis foram novamente misturados.Foi então que me contentei com a separação dos meus materiais recicláveis e foi assim que, durante meses, pude contribuir com Dona Maria. Claro que já não era a mesma contribuição de antes mas, ainda assim, significativa.O tempo passou e, desta vez, em companhia do meu vizinho de condomínio, identificamos novamente os recipientes para recicláveis. Foi o empurrão para que a separação de materiais retornasse a todo vapor e, é claro, que a renda mensal da Dona Maria e a preservação dos recursos naturais também iriam aumentar.Não deu certo na primeira experiência porque eu queria resolver sozinho. Quando compartilhei o problema com meu vizinho, ganhamos força, já não era apenas uma iniciativa isolada, mas sim duas iniciativas estabelecendo relações dialógicas e aprendendo com as diferentes abordagens para um dado problema.Ainda hoje pude observar material reciclável no lixo comum, mas isso não me desanimou. Ao contrário, me deu ânimo ao ver que o latão dos recicláveis estava lotado. Lembrei-me, nesse instante, de um provérbio chinês que diz: “mais vale acender um fósforo do que amaldiçoar a escuridão”.No entanto, vale lembrar que é muito bom termos a iniciativa de separar nosso lixo dos materiais recicláveis, mas devemos lembrar que o grande problema está em consumir cada vez mais lixo, em vez de materiais recicláveis.Você olha o preço do produto? Você olha a data de validade? Por que não olhar para a embalagem? Saiba se ela pode ser reciclada. Alguns exemplos serão citados para se visualizar o consumo de lixo. Cabe ressaltar que entendemos como lixo tudo que não tem mais utilidade para o ser humano, portanto, material reciclável não é lixo.Sabe aquelas bandejas de um material parecido com isopor, freqüentemente utilizadas nos mercados? Elas não são recicláveis. Onde você acha que vai parar sua bandejinha? Existe uma grande variedade de produtos no mercado, por que não, com tantas opções de escolha, dar maior relevância ao fato da embalagem ser ou não reciclável?Faça um exercício de reflexão, perguntando a seus familiares mais velhos como eram feitas as compras; pergunte sobre as embalagens utilizadas e compare os diferentes períodos, tentando imaginar a quantidade de lixo e de materiais recicláveis que geramos todos os dias. O que você faz com ele?Reciclar é considerar a angústia do próximo (compaixão), promover a participação solidária e contribuir com a manutenção da esperança de um mundo melhor a nossos descendentes. Saudações Solidárias!
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