Um rapaz sentou-se no banco do velho ônibus que o levava para sua cidade natal. No peito um celular escorregava pelo seu corpo e parava onde nossa vida se desenvolve quando por um cordão somos ligados a mãe. Naquele local algumas células vibravam trazendo a mensagem da dor.
Depois de um tempo de viagem uma mensagem chegou ao seu celular. Seu velho amigo estava tentando se comunicar, mas não recebeu a resposta. O motivo da dor era o mesmo que não permitia a resposta.
O amigo queria saber por onde ele andava e com o que estava trabalhando, mas algum tempo depois soube através de um terceiro que o mesmo não trabalhava fazia um bom tempo.
O motivo da sua dor era fome e seu celular vibrava recebendo mensagens que induzia vergonha por tal situação. A célula não fazia mais sua função, pois faltava nutrientes para o seu funcionamento, mas o celular continuava a pedir sua atenção.
Dormiu em um dos ambientes mais aconchegantes que conheceu (banco inclinado do ônibus). Esqueceu a dor e viveu um sonho bom no qual a vibração do celular anunciava tempos melhores. A dignidade batia em seu portão com força e lembrava-se de responder a seu amigo dizendo que felizmente estava tudo bem.
Voltava para realidade e se via envolvido novamente pela vibração da célula, do celular. Esta era a verdade ou apenas sua mente que denunciava a insatisfação? Decidiu lutar, pensou em vender doces nos ônibus como fazia alguns dos seus amigos.
Desceu do ônibus. Chegou em casa com a célula e a dor, mas sem o celular, pois fora roubado na esquina, afinal o celular que vibrava era um ótimo produto a ser vendido para aliviar a dor de quem sem mãe não mais se alimenta de pão, mas da droga que o faz viver mesmo que por um instante em um sonho bom.
Depois de um tempo de viagem uma mensagem chegou ao seu celular. Seu velho amigo estava tentando se comunicar, mas não recebeu a resposta. O motivo da dor era o mesmo que não permitia a resposta.
O amigo queria saber por onde ele andava e com o que estava trabalhando, mas algum tempo depois soube através de um terceiro que o mesmo não trabalhava fazia um bom tempo.
O motivo da sua dor era fome e seu celular vibrava recebendo mensagens que induzia vergonha por tal situação. A célula não fazia mais sua função, pois faltava nutrientes para o seu funcionamento, mas o celular continuava a pedir sua atenção.
Dormiu em um dos ambientes mais aconchegantes que conheceu (banco inclinado do ônibus). Esqueceu a dor e viveu um sonho bom no qual a vibração do celular anunciava tempos melhores. A dignidade batia em seu portão com força e lembrava-se de responder a seu amigo dizendo que felizmente estava tudo bem.
Voltava para realidade e se via envolvido novamente pela vibração da célula, do celular. Esta era a verdade ou apenas sua mente que denunciava a insatisfação? Decidiu lutar, pensou em vender doces nos ônibus como fazia alguns dos seus amigos.
Desceu do ônibus. Chegou em casa com a célula e a dor, mas sem o celular, pois fora roubado na esquina, afinal o celular que vibrava era um ótimo produto a ser vendido para aliviar a dor de quem sem mãe não mais se alimenta de pão, mas da droga que o faz viver mesmo que por um instante em um sonho bom.