quarta-feira, 12 de março de 2008

Reflexão sobre a pobreza

Uma pergunta intriga muitas pessoas: como acabar, ou minimizar a pobreza? Primeiro, cabe ressaltar que existem diferentes tipos de pobreza, como por exemplo: pobreza material, política e espiritual.
E para superarmos o problema da pobreza material, que se faz a mais visível, será necessária uma significativa diminuição da pobreza política e espiritual, tanto dos mais afortunados quanto dos menos, através de uma educação para sensibilidade e para o exercício da cidadania.
Fica claro, então, que precisamos lutar para que políticas sociais sejam capazes de superar tal injustiça, pois afinal, pobreza material é injustiça, é o mesmo que privar nossos compatriotas do direito a uma vida digna.
Mas enquanto esperamos e cobramos soluções estruturais de nossos governantes, podemos começar hoje a contribuir com a erradicação da pobreza material.
Muitos leitores (a) podem estar se perguntando: “mas como faremos isso?”. Tenho uma dica, vejamos: podemos ajudar o próximo pelo simples fato de o mesmo estar trabalhando.
Talvez possamos não gostar muito do produto ou do serviço que o mesmo está oferecendo, cabe então ressaltar, que não precisamos comprar o produto, mas podemos contribuir com alguma quantia em dinheiro.
Quem sabe assim, esse trabalhador consiga manter-se na legalidade e consiga dar uma vida digna a seu filho, mantendo-o na escola, para que o mesmo possa no futuro garantir sua emancipação e não venha precisar de nossa humilde assistência.
Um dia através de nossa riqueza política e espiritual poderemos contribuir com o fim da pobreza material, vendo nascer uma nação onde as pessoas almejem e consigam sua emancipação por meios legais.

terça-feira, 4 de março de 2008

Da diversidade à igualdade: a paz da comunhão construindo uma nação.

O Brasil é um país de contrastes, de diversidades, onde se encontram negros, índios, mestiços, brancos, ricos e pobres, isso não é novidade, o que talvez seja novidade, é que nessa diversidade existe uma riqueza enorme que pode alimentar o progresso tanto cultural, espiritual quanto material de uma nação.
Vejamos, por exemplo, o encontro de tradições e a miscigenação cultural oriunda desses encontros podem produzir algo extremamente novo, algo com que nunca sonhamos que nos surpreenda e nos faça sentir transbordando de alegria.
No entanto, para que isso ocorra devemos adquirir respeito pelo outro, pelo simples fato de que ele tem os mesmo direitos e busca as mesmas coisas que nós, ou seja, todos nós buscamos a felicidade, a amizade e um ombro amigo para compartilhar os momentos difíceis.
Mas como encontrar tais caminhos sem uma comunhão com todos que habitam nosso planeta, como conhecer os frutos do comunitarismo, do compartilhamento e suas alegrias em um mundo de estranhos.
Espero que possamos chegar a um futuro próximo onde ocorra o aprendizado mútuo e sem muitas dificuldades poderemos perceber que o caminho da comunhão, do bem comum é o melhor caminho, basta provar. Experimente.
Levante-se qualquer dia desses é focalize a paz, focalize que é na diferença que está o crescimento, e onde está sua evolução como ser humano, é muito fácil viver entre iguais, qualquer um pode fazer isso, o desafio é viver bem entre os desiguais.
Talvez um dia possamos dar exemplo de humildade, ao olharmos para nossos irmãos vendo neles uma oportunidade para engrandecer nosso sentimento de unidade, nosso sentimento de irmandade, para que juntos possamos ser um.
E então teremos orgulho de dizer: Brasil, terra de uma só nação, onde se cultiva amor, onde o individualismo não impera, e a diversidade ensina a todos o caminho da paz em unidade.
Sigamos firme em nosso caminho, seja o da mocidade, das crianças ou da terceira idade, com certeza um dia a emoção do coração arrastará multidões de braços dados para construirmos uma nação, onde a liberdade e a paz promovam canções de redenção ao amor em comunhão.

Cadê os responsáveis?

Manoel passava pela calçada depois de um dia de trabalho, e em seu caminho avistou uma cena deprimente, uma moça revirava o lixo da porta de um condomínio. E para sua infelicidade ao longo do caminho outras pessoas faziam o mesmo.
Provavelmente procuravam materiais recicláveis. No entanto, os mesmos, como não são lixo, não poderiam estar ali, evitaríamos assim que muitos deles passassem por tal situação.
Portanto, não deixe que revirem seu lixo em busca de materiais recicláveis. Tenham em mente que essas pessoas merecem alguns minutos de sua atenção, pois são pessoas boas, apenas passam por dificuldades, poderiam estar roubando ou se envolvendo com o tráfico.
Naquela situação o rapaz se sentiu incapaz de fazer grandes coisas, a não ser passar em uma mercearia e comprar alguns mantimentos para uma daquelas pessoas. E infelizmente para dor do seu coração teve que escolher para quem ofertar, pois eram muitos.
Quem são os responsáveis por tal situação? Perguntava-se. Respondo sem medo de errar: a culpa é minha, é sua, é de todos nós. A culpa é de uma civilização que abandona, oprime, onde impera o individualismo invés da compaixão e da solidariedade.
Por isso existe circulando por todo o mundo alguns apelos, do tipo: não se satisfaça apenas com seu bem-estar, existe alguém na esquina que está sendo deixado de lado pelo modelo de desenvolvimento. Ajude-o.
Esperamos e lutamos através da ação cidadã, do exercício da democracia, para que um dia tal cena não se repita, mas enquanto elas existem você também é culpado. Portanto faça algo, separe seu lixo, seja voluntário em algum projeto e de exemplo do mundo que quer construir.
Manoel no dia posterior reclamou da situação, lembrou dos materiais recicláveis que jogou no lixo, compartilhou sua indignação, dormiu e sonhou com um mundo melhor inspirado por um poema de Mario Quintana que dizia assim:
“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas”
Um mundo sem pobreza é difícil? Mas sonhe e faça sua parte, um mundo melhor é possível.