sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A influência das coisas

Em toda coisa construída existe a intencionalidade de um homem. Desse modo, os carros, por exemplo, podem ser pensados como um “carro-homem”, um misto de máquina e intencionalidade/objetividade humana e, muitas vezes, pode também ser pensado como um “carro-arma”.
Um homem com uma câmera em suas mãos possui uma ferramenta para construir realidades, influenciar e transformar pessoas ao redor do mundo. Nasce uma “câmera-homem-mundo”. Essa relação intrínseca entre objetos e sociedades apresenta-nos objetos híbridos de natureza e cultura (Latour), nesta perspectiva homens e objetos são condicionantes e condicionados. Portanto, não não são inertes, mas representações políticas produzidas pelas intencionalidades dos indivíduos e carregados com a subjetividade de seus produtores. Desse modo, em tudo existe subjetividade humana. Existem tantos mundos, quanto pessoas capazes de contemplá-lo.
O reconhecimento da presença da subjetividade em toda ação tida como racional ou “mais lógica”, coloca diante do individuo possíveis revisões e incorporações ao seu vocabulário final e abrem-se possibilidades de realizar novas descrições significativas sobre si mesmo e sobre a sociedade. Tais novas descrições podem aparecer no decorrer dos caminhos trilhados pelo indivíduo, na relação dele com pessoas que manuseiam outros objetos e na consequente construção de sua identidade. Ao “trocar” com o outro, em uma relação marcada pelo EU-TU invés do EU-ISSO (Martin Buber), constrói-se certa receptividade a postura e ao saber alheio e esta ação produz sentimentos mútuos de auto-estima.
Em todo momento é possível deparar-se com novas informações, as relações são fluidas (Bauman). Alguns pensadores dizem que vivemos na sociedade da informação. Nesse contexto, os seres humanos têm a possibilidade de tornarem-se navegantes em um mundo repleto de possibilidades para (re) descrição constante da sua identidade.
Frequentemente a construção das identidades são enquadradas pelo mundo das profissões, das disciplinas, da sexualidade, do grupo de amigos, da religião, criando nesses enquadramentos da realidade reconhecimentos recíprocos e espaços intersubjetivos de relacionamento que se apresentam como responsáveis pelos significados que atribuímos a nossa identidade momentânea, que busca reconhecimento e confirmar-se como "importante".
A ideia de reconhecimento recíproco pode ser traduzida por um espaço intersubjetivo no qual afirmarmos a importância e a legitimidade da nossa identidade construída em nossos relacionamentos com os objetos cotidianos e com as informações a que tivemos acesso durante nossa trajetória de vida. Ao reconhecer esse “funcionamento” humano, abrem-se caminhos para o respeito pelo diferente e para busca de certa horizontalidade no campo do saber, já que todo saber produzido nasce de uma contingência e de um espaço-tempo mediados por objetos distintos. Quem tem o melhor acesso ao real? Acho melhor pensarmos em descrições aproximadas invés de procurarmos pelo real, essa postura talvez ajude a trabalhar com a perspectiva de que diferentes saberes enriquecem o vocabulário, ampliam nossas percepções e contribuem com nossa formação pessoal.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Produções Acadêmicas, Artísticas e Voluntárias








Tema: A Educação Ambiental e a Gestão do Turismo
http://www.sbecotur.org.br/rbecotur/artigos/artigo11.pdf







Tema: Educação e Sustentabilidade









Tema: Turismo e Gestão do Conhecimento
http://www.eventos.anptur.org.br/index.php/seminario/viiianptur/paper/view/241



Produções Artísticas



Tema: Problemas Socioambientais
http://www.youtube.com/watch?v=JmrppXiHN0Q

Tema: Responsabilidade Socioambiental
http://www.youtube.com/watch?v=LiPLA8q8IuY&feature=related



Tema: Sensibilização - A Questão Ambiental
http://www.youtube.com/watch?v=tU3Iq4T6Uvs

Tema: Dilemas humanos e Ações Socioambientais
http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&idProduto=439



Produções Voluntárias

Tema: Horta Comunitária
http://santahorta.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=6




sexta-feira, 15 de abril de 2011

Campanha “Trate bem um menor”

(...) Trate bem um menor. Um povo que se preza cuida de suas crianças e zela para que teçam planos e sonhos capazes de dar sentido a sua existência. Um adulto marcado pela agressividade talvez tenha sido uma criança, um menor (como são chamados popularmente no Rio de Janeiro) reprimido, mal tratado, sozinho. Socos e pontapés podem tornar-se tiros e mortes. Carinho, reconhecimento e amor remetem-nos a ideia de esperança nos sorrisos das crianças, a ideia de semear os bons frutos plantados.
Grande é aquele que pensa no amor, pois com ele encontra forças para celebrar a mão que acaricia, educa e denunciar aquela que espanca e mata. Compartilhe, mostre caminhos, mas, acima de tudo, trate bem um menor. Espero que o vídeo-arte e o livro “Eterno Devir” contribua com suas reflexões (...)


http://www.youtube.com/watch?v=JmrppXiHN0Q

domingo, 13 de março de 2011

O outro lado da educação ambiental

Leia "Eterno Devir" e onheça o outro lado da educação ambiental.

sábado, 12 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Alagados" na promoção do livro "Eterno Devir"

Conhecem a música dos Paralamas do Sucesso chamada “Alagados” de 1986? Ao refletir sobre ela poderão perceber que o cenário “favela da Maré” no Rio de Janeiro se multiplicou e os números dos “alagados” (nome de uma favela baiana) cresceram no país. Escrever sobre os problemas socioambientais pode parecer devaneios de escritores, pois muito já se falou sobre eles e mesmo o campo da ciência encontra dificuldades para apontar saídas. Qual o caminho? Para onde estamos indo? O planeta vai suportar? Estas questões estão sendo respondidas a todo instante por pesquisadores, mas os “alagados” se perpetuam. Propõem-se, então, um complemento nestas discussões com abordagens ligadas ao mundo da arte. Nas expressões artísticas estão subjetividades que constroem realidades particulares. Penso que tais construções ideológicas ao ganharem espaços promovem mudanças profundas nos territórios do espírito, no qual emoção e razão se combinam para tornar complexas nossas representações cotidianas. O livro e o vídeo arte “Eterno Devir” indicam caminhos para transformação pessoal/social. O livro ficará disponível no site da editora multifoco (www.editoramultifoco.com.br) e o vídeo no youtube. Para Herbert Viana e Bi Ribeiro “a esperança não vem do mar, nem das antenas de TV”, talvez venha da arte. Viva a arte engajada nos conflitos socioambientiais. Os “alagados” apoiam a promoção do livro. Precisamos de espaço. Conto com a sua colaboração. Obrigado por sua “responsabilidade socioambiental”.