segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mas afinal, quem é o ambientalista?



Muitas vezes escutamos nos noticiários, a seguinte expressão: “um grupo de ambientalistas decidem fazer uma campanha para proteger...” e fico perguntando-me quem são estas pessoas?

E continuo com as minhas reflexões e interrogações: se existem os ambientalistas, e o meio ambiente deve ser entendido como tudo que vai a nossa volta, incluindo nós mesmos e todas nossas relações, existem os não-ambientalistas?

Mas quem são eles? Penso que se existirem muito provavelmente devem ser pessoas pouco esclarecidas sobre a interdependência entre o meio ambiente e sua vida.

Vejamos alguns exemplos desta interdependência: sabemos que quase 60% do peso de uma pessoa adulta referem-se à água, pense no que a água significa no seu dia a dia. Assim podemos perceber que a mesma é de fundamental importância para manutenção da vida, e que dependemos dela e ela depende de nossa atitude para com ela.

Vejamos outro exemplo, quanto mais pessoas pobres existirem, maior é a probabilidade de sermos assaltados, seqüestrados, e de termos nossa vida interrompida por ações de terceiros, ou seja, os pobres dependem de nós (sociedade civil, poder público) e nós dependemos de sua emancipação para vivermos relativamente em paz.

Agora a pergunta é para vocês amigos (a) leitores (a), sendo o meio ambiente tão presente no nosso dia-a-dia, podendo afetar-nos de diversas maneiras, podemos deixar de ser ambientalista?

Cabe ressaltar que sempre existirão pessoas com uma dedicação maior para pensar e agir em relação a esses problemas, mas quando ouvirem nos noticiários: “porque os ambientalistas...” Se incluam nesta categoria, é seu dever como cidadão ajudar a cuidar e a melhorar o espaço que você e sua família vivem e que seus descendentes viverão.

Se você está se perguntando por onde começar, saiba que pequenas atitudes são imprescindíveis. Vejamos algumas delas: separe seu lixo e entregue a um, ou em um coletor, reduza seu consumo de descartáveis, de preferência a embalagens recicláveis, participe de ações solidárias, organize um mutirão para resolver os problemas do seu bairro, e se organizem para exercer a democracia atuando em conjunto com o poder público.

Seja um ambientalista, um dia quem sabe não precisaremos mais desta categoria para classificar pessoas, afinal seremos todos ambientalistas. Já estava esquecendo, tenha um bom dia ambientalista.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Dias no campo: amor e compaixão

Confusão, parada e reflexão, nesses momentos podemos pensar em como está o mundo, como está nossos relacionamentos e como está nossa postura diante deles.
Vá um dia para o campo, lá é um bom lugar para realizar tal reflexão, e procure sentir a paz em relacionamentos harmoniosos, onde cada um vive pelo outro e com o outro, onde não existe individualismo, mas sim cooperação.
Contudo, para que temos que ir ao campo para viver dessa forma? Se você amigo (a) leitor (a) acha tudo isso muito bom e consegue perceber a grandeza desses sentimentos, pergunto agora: porque não conseguimos reproduzir tal clima na cidade?
Não é bom viver assim? Não nos sentimento bem quando sentimentos de compaixão circulam pelo ar? Não nos sentimos bem quando sentamos tranqüilamente em uma sombra, sendo tocado pelo vento fresco e pelo barulho dos pássaros? O que nos impede, então, de viver algo tão agradável e semelhante à vida comunitária de simplicidade que encontramos no campo.
Até quando conheceremos um caminho agradável e continuaremos vivendo relações de conflitos cheias de arrogância, individualismo e competição? Será que isso é bom? Quem de vocês se sente feliz ao se depararem com tais situações?
Dizem que o ano começa depois do carnaval. Portanto estamos apenas no começo do ano, se você ainda não foi pro campo para refletir, e passou vivendo a folia tão característica do nosso país, talvez possa ter um pouco de dificuldade para saber do que esse artigo está tratando.
No entanto, há poucos dias chegara à páscoa, e homenagearemos Jesus Cristo, essa data poderá ser um momento propicio para realizar tal experiência, pois além de contemplar as belezas da vida em harmonia, poderá se espelhar em uma pessoa mais que especial que nos ensina todas essas lições.
Preferimos a vida de conflitos ou de harmonia? Se a resposta foi harmonia, sejamos inspirados então por sentimentos altruístas aprendendo com a harmonia da natureza a melhorar nosso ambiente de trabalho, nosso ambiente na cidade, lembrando sempre que “mais vale acender um fósforo, do que amaldiçoar a escuridão” (provérbio chinês), ou seja, façamos nossa parte invés de apenas reclamarmos da situação.
Lembrem-se ter boa vontade não é suficiente é preciso nos envolver de forma ativa, a vida passa muito rápido para ser desperdiçada com intrigas que só trazem insatisfação, pois bem vá um dia pro campo, fique em contato com a natureza e cultive amor e compaixão no coração.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Gaia: a grande mãe terra

Convido você amigo (a) leitor (a) a pensar em sua mãe, lembre-se de sua ternura e de sua preocupação com os filhos. Pense agora no planeta terra visto da Lua, lembre-se de sua imensidão de água e de seus continentes.
Tal exercício pode ser utilizado para internalizarmos o significado da expressão Gaia, que apresenta a terra com um ser vivo, que se auto-regula e nos presenteia com sustento. O nome Gaia é uma homenagem a Deusa grega da terra, considerada como a mãe de tudo.
No entanto, nos dias atuais Gaia vem sofrendo um sério problema e a grande maioria dos mesmos ocorre porque nossa mãe terra vem se desequilibrando, se desregulando.
Tal desequilíbrio ocorre, pois os seres humanos durante muito tempo não se sentiram como parte do todo. Eles freqüentemente se colocavam como superior a todas as coisas, esquecendo-se da interdependência, onde as partes estão no todo e o todo está nas partes.
Sem esse sentimento deixamos de perceber que um ato de violência a terra é como se fosse um ato de violência contra nossa própria mãe, que nos criou, nos cria e nos protege.
Acreditamos que está faltando poesia no olhar do ser humano para enxergar a interdependência e a sacralidade de todas as coisas vivas presentes no ambiente, onde as mesmas se apresentam como bênçãos para nossos olhos.
Ao vermos o mundo dessa forma, sentiremo-nos conectado com o todo, enxergando o perfeito equilíbrio entre a vida no planeta. Por outro lado quando esse perfeito equilíbrio não for encontrado Gaia ficará nervosa e poderá nos punir por mosso descaso.
Podemos dizer que já estamos sendo punidos através de tornados, secas, temporais, degelo e etc, pois à espécie humana ainda recém nascida, em relação aos milhares de anos da mãe já interferiu muito na perfeita ordem do ambiente, pois acredita fielmente que a tecnologia será sempre capaz de reverter qualquer problema encontrado.
Mas essa mesma tecnologia está deixando a desejar nesse quesito e ainda vem nos prendendo dentro de casa, fazendo com que a sensibilidade e o sentimento de pertencimento ao todo se perca no mundo virtual, onde os filhos da terra passam não mais a contemplá-la perdendo assim a intimidade com a mãe.
Hoje mais do que nunca é preciso educar para sensibilidade para que possamos fazer poesia em homenagem a nossa grande mãe terra, assim disseminaremos a idéia de respeito, cuidado e amor, afinal é tudo que uma mãe merece receber do seu filho.