terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A arte de pensar criticamente

Pensar. O dicionário Luft, 2000, nos define tal verbo como “refletir; raciocinar; cogitar; meditar”. Quando aguçarmos essa ferramenta tão preciosa que torna a existência terrena harmoniosa, perceberemos toda a trama de relações existentes entre as coisas vivas que compõe o planeta terra.Desse modo, tem início um pensamento crítico, que questiona imposições e nos torna capazes de fazer escolhas, cada vez mais sensatas, para a utilização do meio que nos cerca, contestando a possível alienação que nos acomete os meios de comunicação e todo o ambiente cultural que, em alguns casos, trata de reproduzir um modelo de humanidade que não vem dando certo, visto os problemas socioambientais.Sem um pensamento crítico reflexivo, corremos o risco de absorver incontestavelmente ponderações que circulam no meio social. É fácil perceber pessoas repetindo a opinião de pessoas influentes, sejam do rádio ou da televisão, que, em muitos casos, não passam de opiniões superficiais.Será que realmente pensamos como eles ou estamos apenas reproduzindo seus pensamentos? Ser aberto a pontos de vista diferentes do nosso é importante, mas sempre buscando formar nossa própria opinião.Podemos citar um caso de reflexão crítica quando notamos que tantos brasileiros contestam as decisões de Carlos Alberto Parreira no que diz respeito a como dirigir a seleção brasileira de futebol. Assim, temos em nosso País um plantel de cidadãos técnicos de futebol, capazes de opinar com certa expressividade sobre nossa Seleção.Não achamos que isso seja ruim, pois é também um exercício na arte de pensar. O problema é que não poderíamos nos limitar ao esporte. Imagine se toda a nação se preocupasse da mesma forma com os problemas oriundos da questão ambiental em suas dimensões social, cultural, política, econômica e natural que estabelecem relações indissociáveis.Se fizéssemos isso, em vez de milhões de técnicos, teríamos milhões de cidadãos críticos e politizados envolvidos efetivamente com o futuro do nosso País. Precisamos buscar um maior sentido nas relações que estabelecemos, não devemos ter medo de pensar de modo sistêmico, complexo (onde as partes que compõem o todo se encontram relacionadas) e lutar por meios legais por aquilo que acreditamos. Que possamos em casa, hoje, desligar a televisão por alguns minutos e meditar, refletir, julgar, supor e raciocinar sobre a questão ambiental e suas relações, inclusive, com a nossa vida pessoal e familiar, e nos perguntando: Que tipo de cidadãos estamos formando?Não vemos melhor sentido à vida do que lutarmos para deixá-la melhor do que quando aqui chegamos. O legado que deixamos para nossos filhos deve ser sempre melhor do que aquele que recebemos de nossos pais, não uma herança material, mas sim sentimental, emocional, na qual valores como compaixão, solidariedade e politicidade levem as futuras gerações a crescer com um pensamento orientado, para que as coisas exteriores prestem-lhes concursos (ex: isso eu faço, porque ajuda o próximo, isso eu não faço, porque pode prejudicar alguém).Assim, abriremos caminhos que levarão a humanidade a reproduzir a arte de pensar criticamente, percebendo a relação de causa e efeito inerente a todas nossas ações cotidianas.

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