Você conhece seu bairro? Conhece suas carências? Sabe com o que as pessoas trabalham? Já passou pela sua cabeça que poderia ser com a separação de materiais recicláveis e que você poderia ajudá-los? Que tal uma sugestão? Conheça seu bairro, recolha seu lixo reciclável e entregue ao seu companheiro, ou marque com ele alguns dias da semana para serem feitas as coletas.Não podemos, simplesmente, esperar ações do poder público, que vem contribuindo na coleta seletiva do município, precisamos de você, cidadão crítico e comprometido, para que ajude a suprir as necessidades dos seus companheiros. Quem sabe assim você e seus filhos conseguirão ter um pouco mais de paz ao caminhar pela cidade, quando os filhos dos companheiros estiverem bem nutridos e com condições para estabelecer-se como ser social, podendo lutar pela sua sobrevivência por meios legais e formais. Nossa omissão de hoje pode se tornar nossa tragédia no amanhã. O que será do futuro dos filhos dos coletores? Podemos contribuir com sua formação?Uma coisa é certa: solidarizando nosso bairro, a partir de valores altruístas (amorosos), contribuiremos com o aperfeiçoando de nossas relações com o ambiente em seus níveis natural, político, social e cultural, que estabelecem conexões indissociáveis. Vejamos o seguinte exemplo: ao encaminharmos nosso lixo reciclável ao nosso companheiro de bairro, desencadeamos uma série de reações no ambiente, ao começarmos pela proteção do ambiente natural, pois, como sabemos, a reciclagem diminui a demanda por recursos naturais não-renovavéis e minimiza a degradação do solo e dos lençóis freáticos decorrentes dos lixões. Em se tratando da questão política, através de nossos testemunhos solidários daremos exemplos de cidadania, e na perspectiva do ambiente social, contribuiremos com a distribuição de riquezas, melhorando assim a qualidade de vida das famílias brasileiras que vivem em situação de exclusão social.Já no ambiente cultural será propagado o ideal comunitário tão presente em toda a história do ser humano, hoje encoberto pela cultura individualista. Desse modo, contribuiremos para a tão almejada qualidade de vida, distanciando-nos da degradação ambiental e das desigualdades sociais, construindo um bairro, um município, um estado, uma nação e um planeta participativo pautado na emersão de valores democráticos, que cobram do setor público, mas não deixam de contribuir quando podem fazer a diferença em sua localidade. Essa é nossa chance de construir uma nova realidade deixando de apenas julgar terceiros e, sim, assumindo nossas responsabilidades como um cidadão planetário, comprometido com as gerações futuras, onde nossos filhos e nossos netos poderão gozar de um mundo fraterno e solidário. Para isso é preciso que você cidadão seja capaz de dizer: “eu conheço meu bairro e nele exerço a cidadania, estabelecendo relações solidárias”.Devaneio, utopia, é o que podem parecer tais encadeamentos de palavras, mas sem elas não poderemos transformar nossa realidade de injustiças. Acredito que essas palavras soam como algo irrealizável, apenas para quem erroneamente acha que está livre dos malefícios do ambiente. Por outro lado, quem se percebe inserido num ambiente que lhe causa danos, compartilhará conosco essa utopia realizável.Podemos nos motivar a posturas solidárias quando acreditarmos na força que um grupo de cidadãos comprometidos têm para transformar a realidade, pois, de fato, são apenas esses grupos que a têm transformado. A pretensão desse artigo não é a de ser concluído nessas linhas, mas de acompanhá-lo em suas reflexões no decorrer de seu cotidiano. Saudações solidárias. E lembre-se: você tem um compromisso para com os companheiros coletores.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Nossos companheiros coletores
Você conhece seu bairro? Conhece suas carências? Sabe com o que as pessoas trabalham? Já passou pela sua cabeça que poderia ser com a separação de materiais recicláveis e que você poderia ajudá-los? Que tal uma sugestão? Conheça seu bairro, recolha seu lixo reciclável e entregue ao seu companheiro, ou marque com ele alguns dias da semana para serem feitas as coletas.Não podemos, simplesmente, esperar ações do poder público, que vem contribuindo na coleta seletiva do município, precisamos de você, cidadão crítico e comprometido, para que ajude a suprir as necessidades dos seus companheiros. Quem sabe assim você e seus filhos conseguirão ter um pouco mais de paz ao caminhar pela cidade, quando os filhos dos companheiros estiverem bem nutridos e com condições para estabelecer-se como ser social, podendo lutar pela sua sobrevivência por meios legais e formais. Nossa omissão de hoje pode se tornar nossa tragédia no amanhã. O que será do futuro dos filhos dos coletores? Podemos contribuir com sua formação?Uma coisa é certa: solidarizando nosso bairro, a partir de valores altruístas (amorosos), contribuiremos com o aperfeiçoando de nossas relações com o ambiente em seus níveis natural, político, social e cultural, que estabelecem conexões indissociáveis. Vejamos o seguinte exemplo: ao encaminharmos nosso lixo reciclável ao nosso companheiro de bairro, desencadeamos uma série de reações no ambiente, ao começarmos pela proteção do ambiente natural, pois, como sabemos, a reciclagem diminui a demanda por recursos naturais não-renovavéis e minimiza a degradação do solo e dos lençóis freáticos decorrentes dos lixões. Em se tratando da questão política, através de nossos testemunhos solidários daremos exemplos de cidadania, e na perspectiva do ambiente social, contribuiremos com a distribuição de riquezas, melhorando assim a qualidade de vida das famílias brasileiras que vivem em situação de exclusão social.Já no ambiente cultural será propagado o ideal comunitário tão presente em toda a história do ser humano, hoje encoberto pela cultura individualista. Desse modo, contribuiremos para a tão almejada qualidade de vida, distanciando-nos da degradação ambiental e das desigualdades sociais, construindo um bairro, um município, um estado, uma nação e um planeta participativo pautado na emersão de valores democráticos, que cobram do setor público, mas não deixam de contribuir quando podem fazer a diferença em sua localidade. Essa é nossa chance de construir uma nova realidade deixando de apenas julgar terceiros e, sim, assumindo nossas responsabilidades como um cidadão planetário, comprometido com as gerações futuras, onde nossos filhos e nossos netos poderão gozar de um mundo fraterno e solidário. Para isso é preciso que você cidadão seja capaz de dizer: “eu conheço meu bairro e nele exerço a cidadania, estabelecendo relações solidárias”.Devaneio, utopia, é o que podem parecer tais encadeamentos de palavras, mas sem elas não poderemos transformar nossa realidade de injustiças. Acredito que essas palavras soam como algo irrealizável, apenas para quem erroneamente acha que está livre dos malefícios do ambiente. Por outro lado, quem se percebe inserido num ambiente que lhe causa danos, compartilhará conosco essa utopia realizável.Podemos nos motivar a posturas solidárias quando acreditarmos na força que um grupo de cidadãos comprometidos têm para transformar a realidade, pois, de fato, são apenas esses grupos que a têm transformado. A pretensão desse artigo não é a de ser concluído nessas linhas, mas de acompanhá-lo em suas reflexões no decorrer de seu cotidiano. Saudações solidárias. E lembre-se: você tem um compromisso para com os companheiros coletores.
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