Uma das certezas que o ser humano julga ter é a de que o tempo passa. Vivendo em uma casa perto de um lago Américo observava atentamente a paisagem e constantemente se perguntava, para que existe tal espécie? (pouco conseguia olhar para si mesmo e fazer a mesma pergunta, que vinha lhe chamando a atenção: para que eu sirvo?).
Nesse dia, ao avistar um inseto desajeitado, pois não tinha grandes habilidades para voar, disse a si mesmo, ou se possível para o inseto, para que você serve? E como em um passe de mágica Américo obteve uma resposta, curta e grossa, quando esse estranho inseto foi levantar vôo, um bem-te-vi bateu asas e fez sua refeição por volta do meio dia. Sua pergunta estava, então, respondida o inseto servia para o almoço do pássaro.
Satisfeito com a resposta desistiu de vez de indagar-se sobre sua função no ambiente, pois já tinha uma certeza, a de que: sempre irá existir uma utilidade para existência seja qual for a espécie, pois, de alguma forma a vida interfere no ambiente e de alguma forma a vida passa, e vai se aproximando do seu final.
No entanto, e se o tempo parar? E se nossa vida não passar? Poderemos ter o prazer de ficar imóvel, dando sentido a nossa existência vendo o inseto voar e o bem-te-vi se alimentar, tendo certeza que no ambiente nada é em vão.
Assim teríamos constantemente certeza que nossa vida tem sentido, pois o conhecimento está no saber, mas a sabedoria está no observar e no sentir. Mais do que no passar do tempo está no hoje, no único tempo que, de fato existe, no úncio tempo que podemos nos tornar o que de fato queremos ser.
Américo se tornou uma pessoa que vê sentido e realização na perfeita ordem da natureza quando sua visão captou uma das mais importantes emoções, a de que, de alguma forma, interferimos no ambiente, de alguma forma pertencemos ao ambiente, resta nos então ponderar sobre a qualidade dessas interferências.