Aconteceu há alguns anos. Américo, homem rico e respeitado em seu pequeno universo, achava-se satisfeito com a vida que levara até então.No entanto, com o passar dos anos, passou a se sentir triste e arrependido de alguns erros que manchavam seu passado. Sua satisfação com a vida começou a diminuir, pois não mais se traduzia em alegria; afinal o mundo a seu redor ainda chorava de agonia.Perguntou-se, então, ao avistar um lindo amanhecer: como poderei melhorar o mundo? Em vista a um grandioso universo, poderia eu contentar-me apenas com minha satisfação pessoal? Não, já não bastava mais. Sentia-se um insignificante habitante da espaçonave terra, precisava fazer algo pelos outros, não poderia viver, apenas para si próprio.No dia seguinte, ao encontrar-se com o mar, sentiu todo o sal que envolvia seu corpo e, como num passe de mágica, ao lembrar-se de uma escritura sagrada que seu avô lhe ensinara quando criança, decidiu transformar sua vida. A escritura dizia: “o povo do convênio de Deus é considerado o sal da terra”, ou seja, os filhos de Deus devem fazer a diferença, ajudando a melhorar nosso mundo.E, nesse mesmo dia, que se fez o mais especial de sua vida, adentrou em uma linda floresta, onde pássaros alegres lhe davam as boas vindas, sentiu o perfume das flores, a brisa úmida da mata, e foi tomado por uma nostalgia dos bons tempos de menino quando aos domingos freqüentava o Bosque Municipal de sua cidade natal.Esse sentimento inspirou-o a relembrar sua infância, e pensava como poderia haver felicidade real sem aquele estado de graça, de ingenuidade. Chegara à conclusão de que não era saudável achar-se pronto, acabado; isso estava tornando-o arrogante. Percebeu, então, que era um ser inacabado e que, por isso, deveria estar aberto constantemente a novos aprendizados.Lembrou-se mais uma vez do seu sábio avô que lhe ensinará o seguinte trecho bíblico: “aquele que se tornar humilde como este menino, este é o maior no reino de Deus”. A humildade permitiu que ele se colocasse como um aluno na escola da vida, aumentando, assim, sua sabedoria e sua satisfação pessoal.Ao final do dia, contemplava e reverenciava a natureza que lhe tinha proporcionado momentos de extrema paz e ternura; sentia-se como arrancado do tempo, como se o tempo não existisse.Reconheceu-se como um ser pequeno, como uma pequena partícula diante do grandioso universo, pensava que todo seu dinheiro e respeito conquistado na sociedade nada significavam perante a perfeita ordem do tempo e da natureza.Precisava, então, viver sob novos valores, precisaria adotar uma nova visão de mundo, para que realmente conseguisse transformar sua vida. Decidiu, então, ser sal na terra, e ser mais parecido com um menino, que pouco se preocupa com o status, não possui arrogância e está sempre disposto a aprender.Passou, assim, a servir seu semelhante inspirado pela divindade da natureza, lembrando mais uma vez do seu avô, que lhe ensinava sobre a importância da caridade dizendo: “quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de Deus”.A vida de Américo adquiriu um novo sentido, deixando para segundo plano sua ambição pelo reconhecimento, pela diferenciação e pela riqueza. Sua vida fora abençoada com uma felicidade plena, que, por sua vez, só pode ser sentida pelos homens que passam a amar seu próximo e a natureza como a si mesmos.A história de Américo me fez refletir profundamente sobre minha vida, minhas prioridades e meus valores, constantemente me perguntava: e eu, como vejo a vida?
Um comentário:
Achei muito bom o artigo, para que nós possamos refletir e dar o seu devido falor para as pequenas coisa, podemos fazer melhor do que fazemos, é claro com humildade e simplicidade.Pri resio
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