Comum a todos. Nesses moldes pensamos comunidade. Pensamos nos vizinhos, na escola, no bairro. Assim, logo podemos nos perceber num emaranhado de relações que podem evidenciar uma certa qualidade, pela capacidade de organização de grupos com anseios para o bem comum.Nessas organizações, bem como em todas as nossas relações, se destaca o que podemos chamar de politicidade, que por ora, se faz perceber em nosso cotidiano defendendo pontos de vistas e tentando influenciar pessoas.Essa politicidade quando exercida de modo a levantar discussões e reflexões proporciona um salto qualitativo em nossas relações cotidianas, uma vez que passamos a compreender a necessidade das organizações populares que, ao fortalecer laços de afetividade e militância, contribuem com o exercício da democracia que cobra ações do poder público, participando na gestão do patrimônio municipal.Cabe, no entanto, refletirmos sobre como vem sendo pensada a comunidade atualmente, pois consideramos a mesma como base para a ação política organizada. Para facilitar nossa reflexão podemos visualizar algumas tendências da sociedade atual, tais como: condomínios fechados, grandes propriedades privadas, utilização do carro como prioridade no transporte urbano, cercas elétricas nas residências, “cuidado cão bravo” e etc.Visto tal cenário constatamos uma tendência que nos traz um certo pessimismo em relação ao estabelecimento da comunidade, onde as relações humanas prezem pelo bem comum e pelo compromisso com o próximo. Tais tendências vêm se acentuando através do modelo de desenvolvimento econômico que provoca intensamente a competição e o individualismo, ao invés da cooperação, e faz com que os cidadãos não percebam os benefícios de estar compartilhando, solidarizando-se e participando em uma comunidade. O estabelecimento da comunidade, acima de tudo, busca melhorias no mundo atual, visto as possibilidades de tecer a construção da qualidade de vida através da ação política da comunidade junto ao poder público, sejam por meios de Ongs, associações de bairro, associações de pais e mestres, sindicatos, ou qualquer outra forma de organização da sociedade civil.Quando se atua em conjunto, exerce-se uma maior expressividade na utilização dos instrumentos, obrigatoriamente, oferecidos pelo poder público, como, por exemplo: o orçamento participativo, que discrimina para a comunidade todo o investimento em infra-estrutura e recorre à mesma para definir prioridades de instalações.Devemos, assim, em nossa sociedade, ser solidários, ser compreensivos, ser voluntários, ser pró-ativos, para construirmos um futuro de justiça e igualdade social, em que as condições essenciais para a vida (alimentação, moradia, vestuário, lazer, saúde e segurança) possam ser comuns a todos.Desse modo, nosso ser solidário, organizado e politizado fará com que não sejamos mais fantoches manipulados pelo poder público e pelo mercado, mas sim sujeitos da nossa própria história, lançando para o futuro contribuições ao bem comum, através do fortalecimento comunitário. Saudações solidárias
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