quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Uma rua carioca no carnaval



As ruas estão lotadas, mas nem todas. Enquanto a multidão se concentra nos blocos de carnaval no centro e na zona sul do Rio de Janeiro, em outros cantos, a mesma cidade é capaz de revelar, em pleno domingo de carnaval, um silêncio atípico ao lado do Maracanã, palco da final da Copa do Mundo de 2014 e da abertura das Olimpíadas de 2016. No entanto, ainda é possível ouvir o canto do papagaio que deu nome ao estádio e em meio a todo esse silêncio de carnaval, ali, bem próximo ao espaço que em breve abrigará milhares de pessoas, alguns indivíduos tomam banho na rua aproveitando um vazamento de água, passam perfumes e lavam suas roupas. Outros garotos, de aproximadamente 10 anos de idade, vasculham o “lixo” de um posto de gasolina em busca de latas de alumínio e parecem satisfeitos com o que encontram. Quem sabe esses sujeitos não estão com desejo de sair desse silêncio monótono que se apodera do entorno do estádio e estão preparando-se para ir ao encontro das multidões que agitam outros espaços da cidade? Talvez saiam em um bloco inspirado no papagaio Maracanã ou inspire algum sambista a escrever um enredo sobre a cidade quase maravilhosa.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Em busca da horta comunitária na “Rio + 20”


Poucos dias antes de começar a Conferência das Nações Unidas (Rio + 20), recebi um email de um jornalista francês. Seu desejo era conhecer hortas comunitárias na cidade do Rio de Janeiro. Ele havia conseguido meu contato em uma das redes sociais na internet e no dia 19/06/2012, por volta das 13h00, iniciamos nosso percurso em busca de uma horta comunitária.

Pegamos um táxi, no caminho, tentei fazer contatos com o pessoal da horta comunitária do Morro da Coroa, mas não consegui. Conectado na internet, por meio do meu celular, entrei no Blog do Grupo Santa Horta, parceiros da Horta, a fim de obter números de telefones que poderiam me ajudar na comunicação, mas para minha surpresa, me deparei com um artigo dizendo que a horta comunitária não existia mais.

Quando dei por mim, estava levando o jornalista francês para uma horta que havia se transformado em quartel da unidade de polícia pacificadora (UPP). Quando entramos na floresta da Tijuca, rumo a horta, que agora é uma praça e um quartel, fiquei apreensivo. O que vou mostrar para o jornalista? Ao passar pelo Morro dos Prazeres, lembrei que alguns meses atrás tinha participado da inauguração de um pomar em um antigo Casarão, logo pensei: vou mostrar um “lindo” pomar para ele e vai ficar tudo bem.

Visto a oportunidade de mostrar alguma iniciativa de plantio popular, pedi para o motorista do táxi voltar e subir o morro. Alguns metros acima avistava-se o enorme casarão, mas quando chegamos aos fundos, no local do suposto pomar, existia apenas um terreno abandonado.

No entanto, a moça responsável pelo espaço disse que poderia mostrar a horta da Creche que ficava ao lado, me animei novamente – o taxista nos esperava – mas infelizmente a horta do local também estava abandonada. Tal fato confirmava o que já havia dito para o jornalista momentos antes da nossa visita, salvo algumas exceções, os moradores do Rio de Janeiro e muito provalvemente os moradores das metrópoles, ainda não possuem a cultura de plantar alimentos.

Quando voltávamos da primeira tentativa de mostrar uma horta, o francês percebeu a existência de alguns policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e fez comentários em relação aos guardas franceses, que são chamados de “polícia de proximidade”. Nesse momento, eu disse que a polícia do Rio tinha a mesma ideia, também teríamos uma suposta polícia de “proximidade”. O taxista dizia saber o local do novo endereço, mas se perdeu, passamos a perguntar para algumas pessoas que andavam pelo bairro de Santa Teresa, nos indicaram voltar ao quartel e subir no Morro por uma rua ao lado.

Quando chegamos ao quartel, perguntei aos policiais: vocês sabem aonde é a horta que estava aqui? Ele olhou para mim e foi perguntar aos seus colegas e para minha surpresa, adivinhe? Nossa “polícia de proximidade” não sabia o endereço da nova horta que estava apenas 500 metros morro acima, como vim saber depois.

Finalmente chegamos à nova Horta Comunitária do Morro da Coroa, mas adivinhem? A Horta estava fechada. Novamente me perguntava e agora? Andei mais de 1h00 no taxi com o jornalista, nesse momento do percurso o valor da corrida já ultrapassava os 50 reais e nada de horta.

Decidi andar pela favela perguntando se alguém conhecia o Sr. Áureo, colega responsável pela horta. Indicaram-me o local da sua casa e adivinhem? Sim o Sr. Áureo estava em sua casa. Ele pegou seu Chapéu e fomos apresentar a persistente horta comunitária do Morro da Coroa, que mesmo depois de demolida, para ceder espaço à segurança pública, continuava suas atividades em outro espaço. Caso queiram saber um pouco mais sobre o histórico da horta podem assistir um vídeo-documentário no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=LiPLA8q8IuY

Depois desse encontro, o jornalista francês publicou um artigo em um dos jornais no qual trabalha. Ele deu o seguinte título para sua matéria: “Longe da “Rio + 20”, as hortas comunitárias nas favelas” e meu texto recebeu o nome de: “Em busca de uma Horta Comunitária na Rio + 20”. Ambos incentivam o plantio nas cidades. Ver a reportagem dele no site http://www.politis.fr/Loin-tres-loin-de-la-conference-de,18723.html

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A influência das coisas

Em toda coisa construída existe a intencionalidade de um homem. Desse modo, os carros, por exemplo, podem ser pensados como um “carro-homem”, um misto de máquina e intencionalidade/objetividade humana e, muitas vezes, pode também ser pensado como um “carro-arma”.
Um homem com uma câmera em suas mãos possui uma ferramenta para construir realidades, influenciar e transformar pessoas ao redor do mundo. Nasce uma “câmera-homem-mundo”. Essa relação intrínseca entre objetos e sociedades apresenta-nos objetos híbridos de natureza e cultura (Latour), nesta perspectiva homens e objetos são condicionantes e condicionados. Portanto, não não são inertes, mas representações políticas produzidas pelas intencionalidades dos indivíduos e carregados com a subjetividade de seus produtores. Desse modo, em tudo existe subjetividade humana. Existem tantos mundos, quanto pessoas capazes de contemplá-lo.
O reconhecimento da presença da subjetividade em toda ação tida como racional ou “mais lógica”, coloca diante do individuo possíveis revisões e incorporações ao seu vocabulário final e abrem-se possibilidades de realizar novas descrições significativas sobre si mesmo e sobre a sociedade. Tais novas descrições podem aparecer no decorrer dos caminhos trilhados pelo indivíduo, na relação dele com pessoas que manuseiam outros objetos e na consequente construção de sua identidade. Ao “trocar” com o outro, em uma relação marcada pelo EU-TU invés do EU-ISSO (Martin Buber), constrói-se certa receptividade a postura e ao saber alheio e esta ação produz sentimentos mútuos de auto-estima.
Em todo momento é possível deparar-se com novas informações, as relações são fluidas (Bauman). Alguns pensadores dizem que vivemos na sociedade da informação. Nesse contexto, os seres humanos têm a possibilidade de tornarem-se navegantes em um mundo repleto de possibilidades para (re) descrição constante da sua identidade.
Frequentemente a construção das identidades são enquadradas pelo mundo das profissões, das disciplinas, da sexualidade, do grupo de amigos, da religião, criando nesses enquadramentos da realidade reconhecimentos recíprocos e espaços intersubjetivos de relacionamento que se apresentam como responsáveis pelos significados que atribuímos a nossa identidade momentânea, que busca reconhecimento e confirmar-se como "importante".
A ideia de reconhecimento recíproco pode ser traduzida por um espaço intersubjetivo no qual afirmarmos a importância e a legitimidade da nossa identidade construída em nossos relacionamentos com os objetos cotidianos e com as informações a que tivemos acesso durante nossa trajetória de vida. Ao reconhecer esse “funcionamento” humano, abrem-se caminhos para o respeito pelo diferente e para busca de certa horizontalidade no campo do saber, já que todo saber produzido nasce de uma contingência e de um espaço-tempo mediados por objetos distintos. Quem tem o melhor acesso ao real? Acho melhor pensarmos em descrições aproximadas invés de procurarmos pelo real, essa postura talvez ajude a trabalhar com a perspectiva de que diferentes saberes enriquecem o vocabulário, ampliam nossas percepções e contribuem com nossa formação pessoal.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Produções Acadêmicas, Artísticas e Voluntárias








Tema: A Educação Ambiental e a Gestão do Turismo
http://www.sbecotur.org.br/rbecotur/artigos/artigo11.pdf







Tema: Educação e Sustentabilidade









Tema: Turismo e Gestão do Conhecimento
http://www.eventos.anptur.org.br/index.php/seminario/viiianptur/paper/view/241



Produções Artísticas



Tema: Problemas Socioambientais
http://www.youtube.com/watch?v=JmrppXiHN0Q

Tema: Responsabilidade Socioambiental
http://www.youtube.com/watch?v=LiPLA8q8IuY&feature=related



Tema: Sensibilização - A Questão Ambiental
http://www.youtube.com/watch?v=tU3Iq4T6Uvs

Tema: Dilemas humanos e Ações Socioambientais
http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=&idProduto=439



Produções Voluntárias

Tema: Horta Comunitária
http://santahorta.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=6




sexta-feira, 15 de abril de 2011

Campanha “Trate bem um menor”

(...) Trate bem um menor. Um povo que se preza cuida de suas crianças e zela para que teçam planos e sonhos capazes de dar sentido a sua existência. Um adulto marcado pela agressividade talvez tenha sido uma criança, um menor (como são chamados popularmente no Rio de Janeiro) reprimido, mal tratado, sozinho. Socos e pontapés podem tornar-se tiros e mortes. Carinho, reconhecimento e amor remetem-nos a ideia de esperança nos sorrisos das crianças, a ideia de semear os bons frutos plantados.
Grande é aquele que pensa no amor, pois com ele encontra forças para celebrar a mão que acaricia, educa e denunciar aquela que espanca e mata. Compartilhe, mostre caminhos, mas, acima de tudo, trate bem um menor. Espero que o vídeo-arte e o livro “Eterno Devir” contribua com suas reflexões (...)


http://www.youtube.com/watch?v=JmrppXiHN0Q

domingo, 13 de março de 2011

O outro lado da educação ambiental

Leia "Eterno Devir" e onheça o outro lado da educação ambiental.

sábado, 12 de março de 2011