Diversidade de cores, movimentos, sonhos e encantos. Os gaúchos, os paulistas, os pernambucanos e os amazonenses marcam os sotaques do Brasil rural contemporâneo.
Depois da curva um novo cenário é anunciado. A agricultura familiar brasileira aparece com força. Antes da curva encontra-se o grande proprietário de terra e sua monocultura, que apesar de seus benefícios econômicos ao país, na maioria dos casos se traduz em degradação ambiental, má utilização do solo, vasta utilização de fertilizantes, agrotóxicos e baixa remuneração dos funcionários.
No entanto, minha intenção neste ensaio não é focalizar o cenário da monocultura brasileira, mas enaltecer a diversidade da agricultura familiar – que não está totalmente livre dos problemas citados acima.
Em alguns casos, neste tipo de agricultura, a cultura local se combina com a utilização dos recursos naturais para produzir o sustento familiar e gerar lucro com as vendas dos excedentes. Renda esta fundamental na “renovação” dos processos produtivos que abastecem a maior parte do território brasileiro e que permite aos agricultores comprar alimentos que eles não conseguem produzir em suas propriedades.
As experiências da agricultura familiar brasileira têm mostrado força quando permeadas pela cooperação entre os produtores e pelo apoio dos consumidores que sensibilizados dão preferência a esses produtos fazendo assim circular o dinheiro em uma esfera regional.
No Brasil Rural contemporâneo, além do cultivo do solo, o artesanato ganha espaço e através da arte de um povo lança caminhos para o fortalecimento da identidade local e nacional.
Este Brasil, focalizado nestas breves reflexões, busca seu espaço, não apenas de terra, mas de valorização dos seus charmes, cores e tessituras para que as populações destes locais permaneçam no campo compondo a aquarela do Brasil invés das filas de desempregados nas grandes cidades.
Nenhum comentário:
Postar um comentário