terça-feira, 17 de março de 2009

A dimensão poética da educação ambiental.

O ambiente natural propicia um momento de reflexão sobre a vida, a felicidade, a eternidade, e pode ser utilizado pelos educadores para fazer emergir sentimentos até então desconhecidos para os seus “educandos”. Escrever poemas é uma destas formas.
Acredito que a expedição no ambiente natural pode abrir caminhos para o “conheça-te a ti mesmo” Socrático, contribuindo para realização do ser humano, pois ao conhecer-se o ser humano pode adquirir informações para viver do modo que mais lhe agrada.
A seguir segue meu poema fruto de uma experiência no ambiente natural (mar/praia). Vocês poderão ver algo parecido no texto do Rousseau “Devaneios de um passeante solitário”.

Felicidade no balanço do mar.

Nada há de sólido a que possa o coração prender-se
Ligados a objetos exteriores conseguimos apenas a felicidade que passa
Mas como podemos chamar felicidade um estado fugido
Quando precisamos de coisas exteriores para nos dar sentido?
Assim, freqüentemente, somos atacados por ondas
Onde o coração pensa: “quisera que este momento durasse para sempre”
Como se o sentimento de nossa simples existência não bastasse para nos completar;
É preciso concurso para lidar com as coisas exteriores
Sem agitação demasiada, nem letargia indolente
Busquemos no equilíbrio, o balanço
Visando um grande oceano atravessar
Olhemos a beleza do ser
E com força lutemos com o mar;
Um oceano de objetos imanentes
Invadem nossa mente
E em nossa ilha, a felicidade do “ser” conseguimos encontrar.

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