Conhecem a música dos Paralamas do Sucesso chamada “Alagados” de 1986? Ao refletir sobre ela poderão perceber que o cenário “favela da Maré” no Rio de Janeiro se multiplicou e os números dos “alagados” (nome de uma favela baiana) cresceram no país. Escrever sobre os problemas socioambientais pode parecer devaneios de escritores, pois muito já se falou sobre eles e mesmo o campo da ciência encontra dificuldades para apontar saídas. Qual o caminho? Para onde estamos indo? O planeta vai suportar? Estas questões estão sendo respondidas a todo instante por pesquisadores, mas os “alagados” se perpetuam. Propõem-se, então, um complemento nestas discussões com abordagens ligadas ao mundo da arte. Nas expressões artísticas estão subjetividades que constroem realidades particulares. Penso que tais construções ideológicas ao ganharem espaços promovem mudanças profundas nos territórios do espírito, no qual emoção e razão se combinam para tornar complexas nossas representações cotidianas. O livro e o vídeo arte “Eterno Devir” indicam caminhos para transformação pessoal/social. O livro ficará disponível no site da editora multifoco (www.editoramultifoco.com.br) e o vídeo no youtube. Para Herbert Viana e Bi Ribeiro “a esperança não vem do mar, nem das antenas de TV”, talvez venha da arte. Viva a arte engajada nos conflitos socioambientiais. Os “alagados” apoiam a promoção do livro. Precisamos de espaço. Conto com a sua colaboração. Obrigado por sua “responsabilidade socioambiental”.
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