terça-feira, 4 de março de 2008

Cadê os responsáveis?

Manoel passava pela calçada depois de um dia de trabalho, e em seu caminho avistou uma cena deprimente, uma moça revirava o lixo da porta de um condomínio. E para sua infelicidade ao longo do caminho outras pessoas faziam o mesmo.
Provavelmente procuravam materiais recicláveis. No entanto, os mesmos, como não são lixo, não poderiam estar ali, evitaríamos assim que muitos deles passassem por tal situação.
Portanto, não deixe que revirem seu lixo em busca de materiais recicláveis. Tenham em mente que essas pessoas merecem alguns minutos de sua atenção, pois são pessoas boas, apenas passam por dificuldades, poderiam estar roubando ou se envolvendo com o tráfico.
Naquela situação o rapaz se sentiu incapaz de fazer grandes coisas, a não ser passar em uma mercearia e comprar alguns mantimentos para uma daquelas pessoas. E infelizmente para dor do seu coração teve que escolher para quem ofertar, pois eram muitos.
Quem são os responsáveis por tal situação? Perguntava-se. Respondo sem medo de errar: a culpa é minha, é sua, é de todos nós. A culpa é de uma civilização que abandona, oprime, onde impera o individualismo invés da compaixão e da solidariedade.
Por isso existe circulando por todo o mundo alguns apelos, do tipo: não se satisfaça apenas com seu bem-estar, existe alguém na esquina que está sendo deixado de lado pelo modelo de desenvolvimento. Ajude-o.
Esperamos e lutamos através da ação cidadã, do exercício da democracia, para que um dia tal cena não se repita, mas enquanto elas existem você também é culpado. Portanto faça algo, separe seu lixo, seja voluntário em algum projeto e de exemplo do mundo que quer construir.
Manoel no dia posterior reclamou da situação, lembrou dos materiais recicláveis que jogou no lixo, compartilhou sua indignação, dormiu e sonhou com um mundo melhor inspirado por um poema de Mario Quintana que dizia assim:
“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas”
Um mundo sem pobreza é difícil? Mas sonhe e faça sua parte, um mundo melhor é possível.

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